Por que o cachorro é o melhor amigo do homem?


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Caio Arruda/DGABCEle não liga se você mora em uma mansão ou na rua, qual sua religião ou a cor da pele. Vasilhas com água limpa e comida, um pouco de cuidado, carinho e respeito bastam para ganhar a confiança de um bicho especial: o cachorro, que recebe o título de melhor amigo do homem.

Antes de sua domesticação, há milhares de anos, o cão vivia em matilha (grupo), na qual tinha obrigações a cumprir, como proteger os companheiros. Desde que começou a conviver com os humanos, passou a considerar os donos como integrantes da matilha. Por isso, se arrisca para defendê-los e fica alerta aos perigos que possam ameaçá-los.

Em geral, o cão está sempre disposto a acompanhá-los a um passeio. Não fala mal de ninguém e não se importa com a aparência que eles têm. Às vezes, é tão unido aos donos que se um deles adoece, o bicho fica juntinho ao pé da cama, esperando que melhore. São características como essa que fazem dele um companheirão.

SAUDADE – Depois que o cachorro desenvolve muito carinho pelos donos, não consegue permanecer muito tempo longe deles. Há casos em que até fica doente se é separado dos humanos que o criaram. E se por algum motivo tem de viver em outra família, pode não suportar ficar distante dos proprietários antigos e morre de saudade. Mas não precisa ficar assustado, pois esse tipo de morte não é comum.

A amizade entre o cão e o homem é muito antiga. Acredita-se que há cerca de 400 mil anos, o ancestral do ser humano, chamado Homo erectus, caçava filhotes e fêmeas de lobo. No entanto, como nem todos os bichos eram comidos, os que sobreviviam eram criados pelo hominídeo. Assim, os dois começaram a conviver.

Esse lobo é considerado o cão primitivo, ancestral dos cachorros domésticos. Com o tempo, o homem passou a comer outros tipos de alimento e a confiança entre os dois cresceu. Aos poucos, o bicho foi domesticado e passou a ser utilizado para defender humanos de perigos, como invasores, e como companhia na caça.

Hoje, é tido como integrante da família por muitas pessoas, ajuda quem tem deficiência visual (indicando o caminho), cuida de rebanhos, contribui com tratamento de idosos e participa de resgates, feitos por bombeiros, além de trabalhar com a polícia para proteger a população, entre muitas outras tarefas. (Consultoria de Ségio Moro, especialista em comportamento animal e adestrador, e Hannelore Fuchs, veterinária e psicóloga, especialista em comportamento animal)

DivulgaçãoAkita espera dez anos pelo dono

Hachiko era especial, não por ter nascido no palácio japonês, mas por ser companheirão. A história desse cão da raça akita, que se tornou o melhor amigo de um homem, virou o filme Sempre ao seu Lado, que estreia dia 25.

Ainda filhote, Hachi foi encontrado pelo professor Parker na estação de trem. Sem saber o que fazer, o homem o levou para casa. Colocou cartazes na rua para encontrar o dono, mas ninguém o procurou.

O cão virou integrante da família. Todos os dias, acompanhava Parker à estação. No fim da tarde, voltava para esperá-lo. Os dois se amavam. Um dia, o professor não voltou mais.

O cão não sabia por que ele tinha desaparecido. Não entenderia se um humano lhe dissesse que seu dono morreu. Continuou a esperá-lo na esperança de que voltasse.

DE VERDADE – A história de Hachiko é verdadeira, mas aconteceu em época e lugar diferentes. O cachorro nasceu no início da década de 1920, no Japão. Vivia em Tóquio com o professor universitário Hidesaburo Ueno, e o acompanhava de casa até a Estação de Trem de Shibuya.

Hidesaburo morreu em 1924. E apesar de Hachi ter sido doado a outra pessoa, voltava à estação para esperar pelo dono. E foi assim durante dez anos, até que morreu em 1935, transformando-se em lenda.

No Japão, há três estátuas de bronze do akita. Uma delas fica no lugar em que o cão aguardava a volta do professor, a saída Hachi, da Estação de Trem de Shibuya. Esse cão é um dos heróis nacionais. Sua história já havia virado filme, em 1987, além de livro infantil.

Histórias de lealdade se repetem por aqui

Histórias semelhantes a de Hachiko acontecem em todo mundo, inclusive por aqui. Mariana Oneda Déa, 10 anos, de São Bernardo, sabe que pode confiar na amiga de quatro patas. Toda manhã, quando vai à escola, é acompanhada pela cadela Xuxa até o ponto de ônibus. “Ela me espera subir e volta pra casa. Quando vou a pé para qualquer lugar, também me segue. Eu me sinto segura.”

A vira-lata chegou na casa de Mari por acaso. Há cerca de dois anos, foi atropelada e abandonada na estrada. Bastante machucada, andou até ser encontrada pela mãe da garota, que é protetora de animais. Ganhou ração, água, cuidados e uma família. “Nunca tive uma cachorra tão bondosa. Ela é carinhosa e vive atrás da gente”, afirma Mariana.

AMIGONAS – Há três meses Caroline Santos Guariento, 10, de Santo André, acorda com muita disposição para curtir a pit-bull Pitt. “Deixo de brincar com minhas amigas para ficar com ela. Cuido e dou muita atenção. Somos companheironas”, conta.

Assim como Xuxa, Pitt tem uma história de maus-tratos. Foi abandonada e amarrada a um poste, onde ficou por dois dias sem comida e água, embaixo de sol e chuva. Um vizinho avisou a mãe de Carol, que é veterinária. Assim, também ganhou uma casa em que recebe muito amor. “Quando o dono não ensina o cão a ser agressivo, ele se transforma no melhor amigo do homem”, acredita.

Presente em muitas situações como o companheiro ideal

Não faltam exemplos de cães que se tornaram famosos por salvar, ajudar e proteger seres humanos. Confira alguns heróis de quatro patas:

– No início do século 19, o cachorro de um pescador salvou Napoleão Bonaparte, imperador da França, que tinha caído no Mar Mediterrâneo.

– Em 1940, o cão Robot descobriu um buraco que levou o homem a encontrar a Caverna de Lascaux, na França. O lugar conservou pinturas pré-históricas, de dez mil anos.

– A cadela russa Laika foi o primeiro bicho a ir para o espaço, em 1957. Morreu pouco depois do lançamento da espaçonave. A experiência possibilitou a ida do homem para fora do planeta quatro anos depois.

– No início da década de 1960, o pastor alemão Lobo participou do Vigilante Rodoviário, primeiro seriado brasileiro, exibido na extinta TV Tupi.

– Em 1999, a vira-lata Catita salvou dois meninos do ataque de um pit-bull no Rio de Janeiro. A cadelinha deixou seus filhotes para lutar com o outro cão. Perdeu o pedaço de uma orelha, mas sobreviveu.

– A golden retriever Anny e a labradora Dara, que faziam parte do 1º Grupamento do Corpo de Bombeiros da Cidade de São Paulo, participaram de muitos salvamentos. Entre os principais estão o acidente com o avião da TAM, que caiu próximo ao aeroporto de Congonhas, e o desabamento de uma obra do Metrô, em 2007. As cadelinhas se aposentaram no ano passado.

Juliana Ravelli
Do Diário do Grande ABC


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