Cachorros precisam de cuidados no inverno

Publico aqui a continuação das dicas para cuidar dos nossos bichos de estimação no inverno que se aproxima. No primeiro post, explicamos que embora exista um senso comum de que cães – por conta de sua pele e pelagem – estão mais bem adaptados para enfrentar as baixas temperaturas, é preciso lembrar que a maioria dos animais domésticos não sofre grandes transformações fÃsicas para o perÃodo de outono e inverno. Por isso, pequenas alterações no abrigo, na rotina de cuidados, nos passeios e na alimentação ajudam manter a saúde e o bem-estar dos bichos nos dias mais gelados.
Menos banhos e mais pelos
A rotina de banhos e tosas também merece algumas modificações quando os termômetros estão nivelados por baixo. Aumentar o intervalo entre um banho e outro, escolher os locais protegidos e dias mais quentes para a limpeza, secar os animais com secadores e deixá-los com a pelagem mais comprida são atitudes que garantem o bem-estar dos bichos. Também é importante ter cuidados com o choque de temperaturas.
– Seja no banho em casa ou no pet shop, mantenha o animal em um lugar protegido durante pelo menos 20 minutos depois da seção de secador – ensina Diretor Clinico do Hospital Veterinário Pet Care Marcelo Quinzani.
– Isso evita que o organismo do animal fique vulnerável a doenças respiratórias.
Atchim: pode ser gripe
Assim como os humanos, os cães também podem sofrer com problemas respiratórios nos meses de frio e ar seco. Causados por vÃrus ou bactérias, esses quadros apresentam sintomas semelhantes ao de qualquer resfriado – tosse, espirros, febre, falta de apetite e coriza – e são chamados de tosse dos canis ou traqueobronquite. 
– Essas doenças podem ser causadas pelos vÃrus parainfluenza e adenovirus tipo 2, que não são transmissÃveis ao homem e pela bactéria Bordetella bronchiseptica – diz Quinzani.
– Podem acontecer em qualquer época do ano, mas têm incidência aumentada durante o inverno, principalmente pelo ar mais seco e frio e aglomerações em hotéis e canis devido às viagens de férias.
Para prevenir, o ideal é manter a vacinação em dia. Além da vacina anti-rábica e da múltipla, que previne contra cinomose, hepatite, leptospirose, parvovirose, coronavirus e parainfluenza, os animais podem receber proteção contra a tosse dos canis anualmente.
– A prevenção pode ser feita a partir dos dois meses de vida – pontua Quinzani.
– Existem duas opções de aplicação, a dose única intranasal, na qual o liquido é colocado dentro das narinas do animal, ou pelo método injetável, que deve ser feito em duas doses.
Sempre em alerta
Quando as temperaturas caem, as chuvas diminuem e os gramados e pastagens ficam mais secas, as populações de carrapatos aumentam consideravelmente e o risco de viver uma infestação torna-se maior. Além do incômodo e da coceira, os carrapatos trazem juntos algumas doenças que podem ser letais para o animal de estimação e mesmo para o homem.
– Erlichiose, Babesiose e Doença de Lyme são as mais comuns entre os cães. Já entre o homem temos a Febre Maculosa que podem chegar até a sua casa com os carrapatos trazidos pelo seu cão depois de um passeio no campo, parque ou mesmo na pracinha mais perto de sua casa – alerta.
– Por isso é preciso manter a prevenção, aplicando produtos adequados tanto no animal quanto no ambiente – explica Quinzani.
Fonte: ClicRBS



