Geneticista sul-coreano salva raça de cães da extinção


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sapsari

Três filhotes da raça sapsari posam em uma gaiola na Coreia do Sul (Hyungwon Kang/Reuters)

Em 1985, a outrora populosa raça de cães sapsali estava reduzida a apenas oito espécimes. Peludos e de médio porte, os sapsalis foram dizimados durante a ocupação colonial japonesa na Península da Coreia, entre os anos de 1910 e 1945. Seu pelo era usado para confecção de casacos utilizados pelos soldados na gélida região da Manchúria, área de conflito que hoje compreende o nordeste da China e uma parte da Sibéria.

Graças à tecnologia, a raça, praticamente extinta, hoje floresce novamente. Utilizando a genética e técnicas de reprodução, Ha Ji-Hong, um geneticista sul-coreano com doutorado nos Estados Unidos, conseguiu aumentar a população desses cães de 8 para mais de 1.700 espécimes em apenas 25 anos.

Sapsali, que significa ‘cão que afasta os maus espíritos’ em coreano, é uma das três raças de cães tradicionais da Coreia, junto com Jindo e Poongsan. O primeiro registro desses cães aparece em um mural do período dos Três Reinos, que durou de 37 a.C. até 668 d.C.

sapsariUma pintura sem data mostrando o cão da raça sapsali

A missão – Na década de 1960, o pai de Ji-Hong, um especialista em reprodução e criação de animais, construiu um canil para proteger os últimos sapsalis puro-sangue da Coreia do Sul – apenas 30 exemplares. Quando o jovem Ha Ji-Hong voltou do doutorado nos Estados Unidos, 25 anos depois, restavam apenas oito sapsalis.

A ideia de que a raça pudesse desaparecer para sempre motivou Ha Ji-Hong a embarcar em uma missão para salvá-la, apesar da falta de recursos. “Meu pai me dizia que recuperar uma raça demandaria um capital que meu salário de professor universitário não aguentaria”, disse Ji-Hong. E ele estava certo. O pesquisador vendeu todos os bens familiares, inclusive a fazenda que havia herdado do pai.

Inicialmente, Ji-Hong utilizou técnicas de reprodução para aumentar a população de cães de 50 para 100. Depois de cinco anos, já eram 500.

Tesouro nacional – A partir do início da década de 1990, Ji-Hong e sua equipe de pesquisadores começaram a coletar amostras de DNA de todos os cães eliminando características indesejadas para estabilizar a raça. Uma das características eliminadas foi a presença de uma classe de vírus especialmente letal para os filhotes, que acompanhava a espécie desde o nascimento. Além disso, foi preciso desenvolver vacinas mais eficientes.

Apesar das dificuldades para manter o projeto sem financiamento, uma grande ajuda surgiu em 1992. O governo da Coreia do Sul reconheceu os sapsalis como tesouro nacional e forneceu recursos para compra de alimentos e vacinas.

Atualmente, Ja-Hong possui 500 cães de excelente capacidade reprodutiva e existem mais de 1.200 espalhados em casas de famílias sul-coreanas.

A mais leal das raças – Um memorial de 300 anos de idade na região sudeste da Coreia do Sul conta a história de um aristocrata que tirou um cochilo à beira de um rio depois de ter bebido muito em uma festa. Enquanto o homem dormia, as brasas de seu cachimbo deram início a um incêndio. Seu fiel sapsali pulou no rio e usou o pelo encharcado para apagar o fogo, salvando seu dono, ao custo da sua própria vida. A crença na lealdade do animal combinada com seu temperamento gentil fizeram da sapsali uma raça perfeita para terapia. Os cães são usados em hospitais desde 1999.

Lee Dong-Hoon, um pesquisador da raça disse que a personalidade e tamanho — eles possuem de 46 a 56 centímetros de altura e pesam entre 16 e 26 quilos — fazem dos sapsalis os preferidos entre os pacientes de hospitais. “Crianças que estão se recuperando de bullying mostram melhoras depois de contato com os animais”, disse Dong-Hoon. “Ouvi um dos pacientes sussurrar para um dos sapsalis, ‘só você entende como estou me sentindo'”.

(Com agência Reuters)


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